domingo, 15 de dezembro de 2019

14.12.2019 Resenha sobre a reportagem "Educação Sexual nas escolas é menor do que imaginamos"e Plano de aula "Sexualidade e respeito"

   A leitura desta reportagem foi muito pertinente, uma vez que a sexualidade, mudanças corporais que ocorrem na puberdade, doenças sexualmente transmissíveis e métodos contraceptivos, tradicionalmente são objeto de estudo nas aulas de Ciências, e nós como futuros professores precisamos estar bem preparados para lidar da melhor forma com  a repercussão que a abordagem desses temas podem gerar em sala de aula e na comunidade escolar.
  Conforme a reportagem, há mais de 30 anos a psicóloga e doutora em educação pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) Mary Neide Figueiró pesquisa e estuda o tema da educação sexual no Brasil. Segundo Figueiró menos de 20% das escolas públicas do país têm projetos amplos e contínuos de educação sexual voltados para crianças e adolescentes do Ensino Fundamental.
   Em geral as iniciativas são tomadas por parte dos professores individualmente. Outro ponto destacado na entrevista é o contexto histórico da educação sexual no Brasil, o assunto sexualidade humana nem sequer era abordado na década de 50, a partir de 1970 começou a ser citado o termo "sexo" no sentido anatômico menino\menina. Nos anos 1990 a questão do sexo relacionado à prevenção da Aids e da gravidez na adolescência. Já nos anos 2000 ampliaram- se  a abordagem de assuntos como para que serve o sexo, a diferença da prática sexual do ser humano em comparação aos outros animais, prazer, amor, afeto. 
 O assunto sexualidade divide opiniões, porém penso que a educação sexual é necessária na escola, e abordar o tema em sala de aula não é incentivar a prática do ato sexual, muito pelo contrário é alertar sobre a responsabilidade que envolve, iniciar a vida sexual. A especialista acrescenta que a educação sexual desempenha papel determinante na prevenção da gravidez na adolescência, no combate ao abuso sexual, machismo, sexismo, violência e preconceitos, além de ajudar no desenvolvimento da afetividade. Outra função da escola e dos professores é ser uma "fonte segura de informação", uma vez que os alunos irão procurar informações na rua, com amigos, na internet e nem sempre serão instruídos corretamente. 
Em relação a sugestão de Plano de aula sobre Sexualidade e respeito proposto pela Revista Nova Escola, destaco a importância do objetivo de aprendizagem:
"Discutir a importância do respeito às diversidades da sexualidade."
Penso que este deve ser sempre o foco das aulas quando falamos em diversidade: respeito!
Particularmente, não aplicaria este plano de aula, precisaria adapta-lo, principalmente no que se refere aos banheiros unissex, citados no plano de aula e implantados na USP, aprendemos que a análise da realidade escolar é fundamental para adequar a nossa prática, e nesse sentido na nossa região Campos de Cima da Serra
ainda temos fortes questões culturais enraizadas, que dificultariam a aplicação deste plano de aula, daí a necessidade de adaptá-lo. A nossa sociedade ainda precisa evoluir muito, no sentido do respeito mútuo para que possamos compartilhar ambientes públicos com segurança.











Referências:
Reportagem: "Educação sexual nas escolas é menor do que imaginamos" por Fabiana Maranhão.
Disponível em:
<https://novaescola.org.br/conteudo/15749/educacao-sexual-nas-escolas-e-menor-do-que-imaginamos> Acesso em: 13. Dez. 2019.
Plano de aula: "Sexualidade e Respeito" por Gracieli Dall Ostro Persich.
Disponível em:
<https://novaescola.org.br/plano-de-aula/1873/sexualidade-e-respeito>. Acesso em: 13. Dez. 2019.


sábado, 7 de dezembro de 2019

07.12.2019 Relatório da Sequência didática de Despedida

O PIBID é um programa que tem por objetivo aproximar o estudante de licenciatura da realidade educacional e da prática docente. No presente relato, fica evidente que este objetivo foi alcançado. Acompanhar a turma do 9ºano da Escola Dom Henrique Gelain durante todo este ano, foi um grande privilégio, com certeza o meu aprendizado foi imenso e reforçou a minha convicção da escolha pela docência. Mas como todo o ciclo precisa de um fechamento, a sequência didática de despedida foi toda pensada  para concluir as atividades com o sentimento de gratidão e dever cumprido. No dia 26.11.2019, iniciei a aplicação do plano de aula de despedida com a Dinâmica da Teia, nesta atividade com a turma disposta em círculo e com um rolo de barbante na mão, iniciei a dinâmica descrevendo os meus momentos marcantes vividos com a tuma do 9º, em seguida joguei o rolo de barbante para que um aluno também pudesse compartilhar com a turma a sua memória, sugestão ou crítica sobre as aulas da Prof Gisele. Para minha surpresa e alegria, todos os alunos relataram momentos marcantes e salientaram que aulas dinâmicas e diferentes do modelo tradicional agradou a todos. Realmente formamos uma teia simbólica que ilustra como nos ligamos e afeiçoamos uns aos outros


 Na aula do dia 27.11.2019, ministrei 2 períodos de aula, dando continuidade a sequência didática de despedida, e para começar foi proposto aos alunos que escrevessem 10 metas ou sonhos para o futuro, salientando a importância de se planejar, pensar no futuro e não parar de estudar, porque para os alunos do 9º ano  além do fim do ano letivo é também a conclusão do Ensino Fundamental e despedida da escola.


 
Em seguida cada aluno falou em voz alta uma das suas metas com o grande grupo, fixando sua folha no painel da turma do 9º ano.






Depois que montamos o mural foi o momento de realizarmos a “Dinâmica do Espelho”, dentro de uma caixa  de presente havia um espelho, para realizar esta prática, expliquei para os alunos que ali dentro havia o retrato de uma pessoa muito especial para a turma e que eles deveriam citar alguma qualidade dessa pessoa, sem revelar a sua identidade. Foi muito emocionante para todos e surpreendente as mais diversas reações ao se depararem com a própria imagem refletida. Esta dinâmica e proporcionou para cada aluno a oportunidade de expor sentimentos, e perceber como cada um é importante para o grupo.


 


Depois de tantas emoções, ainda recebi uma linda surpresa organizada pelo colega Professor Andrigo com o auxílio dos alunos fizeram um cartaz com fotos, assinado por todos com mensagens de carinho. Estes momentos ficarão marcados para sempre na minha memória! Gratidão!


sábado, 16 de novembro de 2019

16.11.2019 Relatório da sequência didática aplicada sobre conteúdo curricular Aceleração


Fazer parte do PIBID, significa encarar novos desafios! Desta vez, nos foi proposto elaborar um plano de aula sobre um conteúdo curricular, no meu caso que ministro aulas para a turma do 9º ano, o assunto foi Aceleração. Foi meu primeiro plano de aula de Física, até então só havia realizado aulas relacionadas a Química e ao Meio Ambiente e para abordar o tema Aceleração achei necessário fazer um contexto histórico, contando aos alunos um pouco da biografia de Isaac Newton  e a importância das 3 Leis de Newton que constituem a base primária para compreensão dos comportamentos estático e dinâmico dos corpos materiais, em escalas quer celeste quer terrestre. A primeira aula foi aplicada no dia 05.11.2019, em 1 período com 45 minutos, nesta oportunidade os alunos foram dispostos em grupos e no momento de mobilização para o conhecimento mostrei imagens de pessoas e objetos em movimento, como um carro de fórmula 1, um pé no acelerador, questionando aos alunos a que se referiam aquelas imagens, as respostas se dividiram entre velocidade e aceleração, em seguida anunciei o novo conteúdo: Aceleração. Neste momento relatei pontos importantes da biografia de Newton, com enfoque na 2ª Lei, o Princípio Fundamental da Dinâmica, conceituando inicialmente a aceleração como a força resultante sobre um corpo com uma determinada massa, com o auxílio dos alunos montamos um cartaz com as imagens de “aceleração”. Como este foi o último período os alunos estavam bastante agitados, achei interessante mostrar alguns exemplos e conceituar no quadro de giz  vetores, força, massa e aceleração e força como grandezas vetoriais que possuem direçã0
No dia seguinte 06.11.2019, dei continuidade ao tema, ministrando 2 períodos de aula com 45 minutos cada um, esta aula foi bastante teórica, de forma expositiva dialogada, com utilização do quadro de giz e alunos dispostos em fila. Detalhamos a 2ª Lei , os alunos responderam a 3 exercícios aplicando a fórmula, corrigimos em seguida. Conceituamos a Aceleração, todos fizeram registros nos cadernos e para exemplificar utilizei um carrinho feito de garrafa pet e vetores de EVA. Ao final da aula ainda reforcei o convite para os alunos se inscreverem no processo seletivo do Instituto Federal.
Realmente senti muita diferença em dar aula de um conteúdo curricular, principalmente se tratando de Física. Penso que 3 períodos é pouco tempo, teoricamente fiquei satisfeita, mas gostaria de ter tempo de resolver mais exercícios ou realizar alguma dinâmica. Senti dificuldade de realizar metodologias ativas, principalmente na segunda aula.



 




sexta-feira, 25 de outubro de 2019

25.10.2019 Resenha sobre a reportagem "Escola e família reforçam desigualdades de gênero, apontam pesquisas"

 
Segundo estudos atitudes de pais e professores afetam expectativas, autoestima e desempenho educacional das meninas.
A leitura desta reportagem bem como a reunião/discussão que tivemos entre bolsistas do PIBID sobre o assunto Desigualdades de Gênero, foi muito pertinente e necessária ao momento atual onde o debate é amplo em toda a sociedade em relação as diferenças na forma de tratar meninos e meninas.
Refletimos sobre o papel da Escola e dos professores como referencial para os estudantes, e o risco de tornar-se também uma fonte de esteriótipos.
A reportagem apresenta dados que comprovam a relação entre o desempenho menor das meninas vindas de famílias onde há a preferência pelo filho homem, principalmente em Matemática e Ciências, disciplina historicamente vistas como "masculinas". 
O mesmo não ocorre com os meninos e conforme a reportagem "isso sugere que as meninas são mais suscetíveis a atitudes potencialmente prejudiciais".
As questões apresentadas nessa reportagem nos alertam principalmente para a nossa responsabilidade com futuros professores em mudar esse comportamento tão enraizado na nossa cultura e tão prejudicial as meninas.
Quanto a proposta de plano de aula, considero bem "aplicavél", pois nos fornece subsídios para abordar a questão da desigualdade de gêneros de forma lúdica e consciente. A abordagem dessa questão em sala de aula pode ser uma ferramenta importantíssima para encorajar as meninas e meninos a buscar novos conhecimentos e vivências, independente do gênero a que pertençam.



Referências:
Reportagem "Escola e família reforçam desigualdades de gênero, apontam pesquisas". Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/18143/pesquisas-mostram-como-escola-e-familia-reforcam-desigualdades-de-genero Acesso:25 Out 2019.
Plano de aula “Igualdade entre os gêneros”. Disponível em: https://novaescola.org.br/plano-de-aula/2094/igualdade-entre-os-generos Acesso em 25 Out 2019.

sábado, 19 de outubro de 2019

18.10.2019 Relato de aula aplicada: Sequência Didática sobre Higiene e Apresentação Pessoal

Tendo em vista que a Escola Dom Henrique Gelain é um ponto de referência para os alunos em todos os sentidos, propomos uma sequência didática sobre Higiene e Apresentação pessoal.
Na oportunidade, desenvolvi as atividades propostas no plano de aula em 3 períodos com 50 minutos cada um. 
Na aula do dia 08/10/2019 tivemos um período onde iniciamos a sequência didática com a turma disposta em círculo. Na dinâmica intitulada "Tarjetas da higiene" cada aluno recebeu uma tarjeta com uma frase que foi completada pela tarjeta do colega. Exemplo “ Eu sou a saboneteira sem sabonete”, a frase que completa foi “Eu sou o sabonete da sua saboneteira”. Cada aluno sentou próximo do colega com a sua frase complementar o que movimentou a sala gerando interação entre os alunos. O intuito foi introduzir  o assunto de forma divertida, em seguida conversamos sobre a inserção no mercado de trabalho salientando a importância da higiene pessoal para o convívio social e para a saúde individual e coletiva. Para melhor abordar essas questões realizamos a segunda dinâmica o "Verdadeiro ou Falso da Higiene", nesta atividade distribui para cada aluno 4 plaquinhas com as seguintes inscrições “VV”, “VF”, “FF”, “FV”, fiz algumas perguntas que ilustram situações corriqueiras em uma entrevista de emprego, a maioria identificou prontamente qual era a afirmação "verdadeira" e qual a "falsa". 







Na aula do dia 09/10/2019  tivemos 2 períodos para dar continuidade a sequência didática, todos os alunos preferiram ficar dispostos em círculo para realizar a atividade "Tarefas dos gêneros"
onde cada aluno classificou uma tarefa como masculina, feminina ou ambos. As tarefas eram relacionadas desde as questões de higiene pessoal diária, como afazeres domésticos e apresentação pessoal. A maioria das tarefas foram classificadas como "ambos" o que foi muito positivo e demonstra que o objetivo da atividade foi atingido, uma vez que a ideia principal é salientar que ambos os sexos precisam realizar tarefas em prol da saúde física e do ambiente onde vivem.
Em seguida realizamos uma roda de conversa relembrando a origem histórica do hábito de tomar banho, e também conversamos a respeito de doenças relacionadas a falta de higiene, com ênfase para a higiene íntima e as diferenças entre meninas e meninos.
Para finalizar a aula encenamos uma "Entrevista de emprego simulada", onde alguns alunos foram os empregadores e outros os candidatos a vaga. A dinâmica foi bem interessante, pois estimulou a reflexão dos alunos sobre o futuro e a própria postura, porém muitos alunos não quiseram encenar, somente observar.








sexta-feira, 4 de outubro de 2019

04.10.2019 III Salão de Ensino, Pesquisa e Extensão do IFRS - Campus Vacaria

Registro dos  banners apresentados no Salão de Ensino, Pesquisa e Extensão do IFRS - Campus Vacaria

Jovens Cientistas: propostas de experimentos envolvendo conceitos químicos/científicos




Semana do Meio Ambiente na Escola Dom Henrique Gelain: Lixo, Consumo Excessivo e seus impactos.


domingo, 22 de setembro de 2019

21.09.2019 Resenha sobre o artigo: "Saiba como ensinar o eixo temático terra e universo em Ciências"


O artigo em questão trás informações relevantes para prática docente de acordo com a nova Base Nacional Comum Curricular- BNCC, especificamente sobre o eixo temático Terra e Universo.
Conforme consta no artigo o objetivo principal desta unidade temática é compreender as características da Terra, do Sol, da Lua e de outros corpos celestes, bem como os fenômenos relacionados a eles. Alguns dos objetos de conhecimento que fazem parte deste eixo já eram trabalhados em Ciências, como a camada de ozônio e o efeito estufa, outros no entanto são novidades como noções de astronomia, agricultura, cálculo e construção de gráficos dos índices pluviométricos. Penso que este eixo temático, assim com os outros vai exigir adaptações metodológicas, formação continuada e muitas horas de estudo por parte dos professores que terão que repensar a sua prática. Um ponto a ser destacado é que muitos conteúdos abordados neste eixo Terra e Universo em Ciências podem dialogar com a Geografia, favorecendo atividades interdisciplinares.
Na prática, o ensino será em espiral, os alunos construirão gradativamente os conceitos deste eixo temático. No Fundamental I espera-se a compreensão das estacões do ano, movimentos de translação e rotação da Terra, por exemplo. Já no Fundamental II, segundo o artigo, a perspectiva é aprofundar o conhecimento espacial através de reflexões sobre a posição da Terra e dos humanos no Universo. Ainda haverá um enfoque no estudo do solo e ciclos biogeoquímicos, sensibilizando os estudantes para a sustentabilidade socioambiental.
Em relação aos objetivos que espera-se alcançar com essa nova abordagem, podemos afirmar que são muito positivos, pois visam conectar os estudantes com a realidade, mostrando um fim útil para se adquirir novos conhecimentos.





Referências:
Artigo: "Saiba como ensinar o eixo temático terra e universo em ciências".
Publicado em NOVA ESCOLA 01 Jun 2017. Disponível em: <https://novaescola.org.br/bncc/conteudo/70/saiba-como-ensinar-o-eixo-tematico-terra-e-universo-em-ciencias:>

sábado, 21 de setembro de 2019

21.09.19 Resenha sobre o artigo: "Ciências na BNCC: como ensinar o eixo temático matéria e energia"

      O artigo em questão visa elucidar sobre o eixo temático matéria e energia, proposto pela nova Base Nacional Comum Curricular- BNCC para o ensino de Ciências. 
Segundo o artigo o eixo matéria e energia tem por objetivo desenvolver a capacidade de entender a natureza da matéria e os diferentes usos da energia, o que envolve compreender a origem, a utilização e o processamento de recursos naturais e energéticos.
Destaco que este eixo, é o que sugere a maior mudança no ensino de Ciências, pois agora questões relacionadas a Química e a Física antes concentradas no 9º ano do Fundamental II deverão ser tratadas gradativamente em todos os anos do Ensino Fundamental, exigindo do professor formação continuada e planejamento específico desta unidade temática. Noções de conceitos como luz, calor, eletricidade e umidade deverão ser trabalhados nos anos iniciais, bem como a importância da água e seus diferentes estados físicos. O intuito é além da aprendizagem destes conceitos o educando seja capaz de relacionar os recursos disponíveis e formas de utilização sustentáveis.
No Fundamental II os objetivos a serem alcançados se tornam mais complexos os estudantes deverão ser capazes de compreender o funcionamento de circuitos elétricos residenciais, avaliar o uso de combustíveis, além da aprendizagem de tecnologia e suas aplicações no cotidiano. Penso que este eixo temático Matéria e Energia é muito pertinente uma vez que estamos diante de uma geração de nativos digitais, que já estão familiarizados as tecnologias e delas fazem uso, porém não compreendem o seu funcionamento em termos de conceito científico. Uma reflexão que este artigo me causou foi a seguinte: é fato que a abordagem da Ciências tornou-se mais ampla na nova BNCC e a carga horária para esta disciplina não deveria ser ampliada também?
Mais uma vez o professor terá que ter muito planejamento e engajamento para contemplar todas as exigências na carga horária reservada para o ensino de ciências, que na minha opinião é insuficiente.




Referências:
Artigo: “Ciências na BNCC: como ensinar o eixo temático matéria e energia”.
Publicado em NOVA ESCOLA 01 Jun 2017. Disponível em:
<https://novaescola.org.br/bncc/conteudo/68/ciencias-na-bncc-como-ensinar-o-eixo-tematico-materia-e-energia>

21.09.2019 Resenha sobre o artigo: "Ciências e a BNCC: como ensinar vida e evolução"

  Este artigo tem por objetivo detalhar um dos eixos temáticos propostos pela nova Base Nacional Comum Curricular - BNCC denominado Vida e Evolução. Conforme consta no artigo, este eixo temático engloba o estudo de tudo que se relaciona com os seres vivos: características e necessidades, processo evolutivo, interação entre os seres vivos no meio ambiente e preservação da biodiversidade. Contempla ainda aspectos relativos a saúde individual e coletiva, inclusive no âmbito das políticas públicas.
A principal mudança que a BNCC propõe é o ensino em espiral, nesta perspectiva os alunos vão trabalhar os conteúdos deste eixo temático durante todos os anos do ensino fundamental de forma gradativa. No Fundamental I, ou anos iniciais as crianças aprenderão sobre os seres vivos, irão identificar as partes do corpo humano, ainda deve ser salientada a importância da higiene e alimentação equilibrada para a saúde e prevenção de doenças. Já no Fundamental II o nível de complexidade aumenta e serão tratados assuntos como reprodução, sexualidade humana e doenças sexualmente transmissíveis, o papel do ser humano no ambiente e impacto que as nossas atitudes e estilo de vida causam ao ecossistema.
Penso que este eixo temático é bastante abrangente e será desfiador para o professor, uma vez que haverá sempre uma necessidade de trabalho em equipe para que seja possível avançar em conhecimentos mais complexos é preciso que no ano anterior tenha sido trabalhado conteúdos basais. Outro ponto sugerido no artigo é a interdisciplinaridade com Geografia o que é bem interessante no sentido de potencializar a aprendizagem.












Referências:
Artigo: "Ciências e a BNCC: como ensinar vida e evolução", publicado em NOVA ESCOLA,
 01 Jun 2017. Disponível em:  <https://novaescola.org.br/bncc/conteudo/71/ciencias-e-a-bncc-como-ensinar-vida-e-evolucao>

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

20.09.2019 Resenha sobre o artigo : "Como se preparar para implementar as mudanças da BNCC para Ciências"

O artigo em questão trata das adaptações necessárias para a efetiva prática das mudanças propostas pela Base Nacional Comum Curricular- BNCC nas escolas, através de uma entrevista com Lilian Bacich, assessora pedagógica de Ciências da equipe de autores da Revista Nova Escola e coordenadora geral de pesquisa e de pós- graduação do Instituto Singularidades. Segundo Lilian Bacich, a Base transforma a abordagem do ensino de ciências ao enxergar a criança e o jovem como protagonistas e agentes de construção de conceitos científicos.
Inicialmente Lilian, pontua que os professores, supervisores e equipe diretiva da escola devem fazer uma leitura crítica, apropriando-se do documento para melhor comprendê-lo, a ideia principal é não fragmentar o conhecimento. Para isso é necessário que os docentes organizem as suas aulas com o foco nas habilidades a serem desenvolvidas, ou seja explicitando no plano de aula o objetivo a ser alcançado, através de verbos mobilizadores de um processo cognitivo. Nós enquanto licenciandos já utilizamos esta metodologia para construção do conhecimento e elaboração dos planos de aulas, por exemplo, as aulas propostas adotando os teóricos Celso Vasconcellos e Antoni Zabala tem o seguinte objetivo: "Ao final desta aula o aluno deverá ser capaz de... identificar, compreender, descrever, etc". Além de dividir a aula em 3 momentos : mobilização, construção e síntese do conhecimento.
O artigo destaca o letramento científico como um avanço no ensino de Ciências e abordagem investigativa como um divisor de águas, que irá exigir do professor maior flexibilidade, uma vez que as aulas privilegiam o conhecimento prévio e papel ativo do estudante. Outros pontos importantes da Base também são discutidos, como o ensino em espiral, ou seja, o nível de complexidade vai aumentando gradativamente e a questão da estrutura física da escola. Para aderir a essa nova prática não é necessária a implementação de laboratórios ou materiais caros, pois procura relacionar e evidenciar a ciência presente no cotidiano, utilizando sucata e materiais acessíveis. Penso que toda essa proposta de mudança é positiva, porém vai impactar toda a estrutura já estabelecida, e deveria ser implantada progressivamente, começando pelos anos iniciais, ou Fundamental I. Contudo o fato é que será necessário principalmente o trabalho em equipe e o engajamento dos professores para se adaptar e aplicar com êxito as mudanças da BNCC.








Referências:
Artigo "Como se preparar para implementar as mudanças da BNCC para Ciências", publicado em NOVA ESCOLA 01 Jun 2017.
Disponível em: <https://novaescola.org.br/bncc/conteudo/72/como-se-preparar-para-implementar-as-mudancas-da-bncc-para-ciencias>

terça-feira, 17 de setembro de 2019

17/09/2019 Resenha do artigo " O que muda no ensino de Ciências com a BNCC"

         
      A leitura deste artigo não poderia ser mais pertinente e atual para nós professores em formação. O conhecimento da nova Base Nacional Comum Curricular - BNCC é fundamental para o exercício da nossa futura profissão. O assunto tem gerado um amplo debate na sociedade, no meio acadêmico, e principalmente nas escolas entre os professores.
Conforme consta no artigo o objetivo principal das mudanças é proporcionar aos alunos contato com processos, práticas e procedimentos da investigação científica para que eles sejam capazes de intervir na sociedade.
O ensino de Ciências na BNCC será organizado em torno de três unidades temáticas: Matéria e Energia; Vida e Evolução; Terra e Universo. O documento propõe uma mudança de paradigma, com um trabalho em espiral, uma aprendizagem progressiva. Desta forma os conteúdos serão distribuídos durante todos os anos do Ensino Fundamental e não mais compactados em cada ano.
O grau de complexidade dos conteúdos vai aumentando ano a ano, de acordo com o desenvolvimento dos alunos, familiarizando-os aos conceitos científicos, químicos e físicos aos poucos.
Destaco que as mudanças são positivas, e vão qualificar o ensino e a aprendizagem, mas também vão exigir adaptações por parte dos professores, a necessidade da formação continuada torna -se essencial para conseguir absorver essas mudanças e repensar a prática docente. Para nós licenciandos penso que estas mudanças propostas pela BNCC vem de encontro com a formação didática e metodológica que estamos aprendendo na nossa graduação. Os  autores que elegemos para embasar nossos planos de aula, como Celso Vasconcelos e Antoni Zabala já refletem sobre a necessidade do planejamento, dividindo a aula em 3 momentos de aprendizagem, especificando os objetos de conhecimento e os objetivos de cada aula ou sequência didática, valorizando o papel ativo do estudante na construção do conhecimento, e ainda sempre conectando com a realidade.

domingo, 8 de setembro de 2019

08.09.2019 Relato de aula aplicada: "Proposta de experimentos envolvendo conceitos químicos\científicos em sala de aula"


Na oportunidade foi aplicada uma sequência didática, ou seja, um conjunto de
atividades ordenadas, estruturadas e articuladas para a realização de um objetivo,conforme afirma Zabala (1998). Neste caso, o objetivo das atividades foi incentivar os alunos do 9º ano a realizar experiências científicas, questionar a realidade, instigar o espírito pesquisador e curioso. Esta sequência, foi dividida em 2 aulas com 2 períodos de 50 minutos cada uma, e aplicada nos dias 21.08.2019 e 28.08.2019 pelos professores\acadêmicos Andrigo, Felipe e Gisele, bolsistas do PIBID. Na primeira aula foi realizada uma revisão conceitual de Química, para isso os alunos utilizaram como recurso um mapa mental para acompanhar a aula ministrada de forma dialógica expositiva. No momento de construção do conhecimento, conceituamos Ácidos, Bases, Sais e Óxidos,utilizando o quadro de giz. Estas Funções Inorgânicas foram observadas no momento de síntese do conhecimento, a parte prática da aula, onde os alunos tiveram a oportunidade de observar o experimento “Camaleão Químico”, realizado em sala de aula, onde várias reações químicas ocorrem modificando a coloração de uma solução aquosa. Como tarefa de casa, foi solicitado aos estudantes a pesquisa de experimentos ou jogos didáticos envolvendo conceitos químicos, para ser realizados por eles na aula seguinte. Na aula do dia 28.08.19 retomamos os conceitos trabalhados na aula anterior sanando as dúvidas, também conversamos sobre a possibilidade de expor seus experimentos no Salão de ensino e pesquisa do IFRS, bem como em uma pequena Feira de Ciências na própria Escola Dom Henrique Gelain. No momento de construção do conhecimento os alunos foram divididos em grupos e testaram as suas próprias ideias de experimento em sala de aula, assumindo o protagonismo como jovens cientistas.
O resultado positivo da sequência didática, pode ser observado pela adesão de todos os alunos para a realização dos experimentos. A turma composta por 21 alunos foi dividida em grupos que escolheram de forma independente diferentes propostas de experimento: “Jogo Passa ou Repassa”, “Experimento da água com gás”, “Vela mágica”, “Serpente faraó”, “Ácido estomacal”, “Arco-Íris de Densidades”. A maioria dos experimentos foram testados em sala de aula, havendo grande interação entre os estudantes, bem como sugestões e considerações dos professores no sentido de aperfeiçoar as ideias e estimular a compreensão em termos químicos das experiências. O ponto a ser melhorado em aulas com experimento, é questão do tempo, nas próximas atividades do gênero será reservado um período inteiro para debatermos em termos físico químicos os experimentos realizados.
Mobilizar os alunos para a aprendizagem de Ciências, despertando a curiosidade acerca dos experimentos químicos\científicos e principalmente destacando a importância de descobrir explicações para os fenômenos observados, torna os alunos aptos a compreender melhor não só as reações químicas, mas também os processos que possibilitam a vida, produzindo uma nova percepção do que está acontecendo no mundo, podendo assim participar de forma esclarecida, de decisões que afetam a coletividade.