sábado, 25 de maio de 2019

25/05/2019 Relato de Aula de Reforço 9º ano - Densidade

No dia 21/05/2019 tive a oportunidade de aplicar o plano de aula de reforço para a turma do 9º ano da Escola Dom Henrique Gelain. O assunto tratado foi Densidade. Esta foi a minha primeira aula prática ministrada, e o resultado foi muito positivo, pois esta turma de 9º ano é muito participativa e desenvolveram perfeitamente a atividade proposta.
Mobilização para o conhecimento:
Neste primeiro momento da aula, já com a turma dividida em grupos, retomamos os conceitos já estudados em sala de aula sobre Densidade, através de um esquema fixado no quadro, os alunos fizeram perguntas e esclareceram as suas dúvidas sobre o conceito de Densidade.
Construção do conhecimento:
Neste segundo momento da aula, realizamos o procedimento experimental, cada grupo recebeu o material: copo transparente, jarra com água, açúcar, naftalina, colher, e folha A4 em branco para registrar a prática. Essa foi a melhor parte da aula! Os alunos ouviram atentamente as instruções, e depois realizaram a prática, comparando as diferenças de densidade, sugerindo hipóteses, debatendo entre os colegas de grupo o porquê da bolinha de naftalina flutuar no meio do copo entre as duas fases da água, pura e saturada com açúcar. Houve realmente o papel ativo dos estudantes na construção do conhecimento, e os alunos gostaram bastante desta dinâmica, onde eles realizaram o experimento na prática.
Síntese do conhecimento:
Neste terceiro momento, construímos uma ficha de observação de aula prática. A folha de registro, estava em branco intencionalmente, para que os alunos pudessem descrever livremente o que eles observaram. Entretanto, os alunos demonstraram dificuldade em escrever e surgiram muitas dúvidas, então construímos no quadro de giz um breve roteiro, depois disso os alunos relataram o que ocorreu com a naftalina nas diferentes densidades da água. Nesse registro foi possível perceber que os estudantes compreenderam ao experimento.









sábado, 4 de maio de 2019

04.05.2019 Resenha sobre o artigo: O futuro da educação em uma sociedade do conhecimento: o argumento radical em defesa de um currículo centrado em disciplinas - MICHAEL F.D. YOUNG, 2010.



         A leitura deste artigo, que defende um argumento radical em defesa de um currículo centrado em disciplinas, foi muito pertinente, principalmente no momento atual. O debate é amplo na sociedade e no âmbito político a respeito de qual o melhor caminho a educação deve seguir, para que de fato possamos mudar as persistentes desigualdades sociais e evasão escolar no Brasil.
 O artigo de Michael F.D. Young, é pautado em argumentos muito bem embasados, que nos levam a reflexão, a concordar e a discordar, mas principalmente a refletir sobre o futuro da educação.
O autor se refere a um "currículo baseado em engajamento", e não "em acatamento" tendo como ponto de partida o conhecimento. O foco principal para a construção do currículo, é o conhecimento, e não o aprendiz e seu contexto social. Tal posicionamento, entra em colisão, com outras teorias educacionais, como a de Paulo Freire, por exemplo, e nos faz repensar quais alternativas de fato possuímos. Destaco outro ponto, os exemplos citados por Young, são de Londres, e remetem as necessidades da Inglaterra, que são muito diferentes da realidade educacional brasileira, mas também refletem uma preocupação que não possui fronteiras geográficas: como promover o desenvolvimento intelectual de jovens?
Para Young, o currículo não deve ser utilizado como um instrumento para motivar os estudantes a aprender, mas deve se referir ao conhecimento que um país considera importante que esteja ao alcance de todos os estudantes, argumento com o qual concordo. 
Neste artigo o autor diferencia, currículo, de pedagogia e delega aos professores a tarefa de motivar os estudantes e transformar conceitos em realidade para os alunos, ponto com o qual discordo, pois apesar das formas de mediação serem propostas pelo professor, a forma como o currículo é construído impacta a prática docente, uma vez que não há neutralidade na docência.
Outra distinção proposta pelo autor é em relação a conceitos teóricos e conceitos cotidianos. Uma vez que os conceitos teóricos originam-se em comunidades de especialistas, centralizar o currículo em disciplinas seria proporcionar maior acesso aos estudantes a esse tipo de conhecimento, que só pode ser acessado no ambiente escolar. A valorização e aquisição deste conhecimento teórico, instiga os alunos a produzir novos conhecimentos além do senso comum. Penso que a educação proporciona uma visão mais ampla de mundo, e as condições sociais dos estudantes, também são relevantes e suas vivências e conhecimentos cotidianos, podem enriquecer a sua formação.