terça-feira, 6 de agosto de 2019

29/07/2019 Resumo do artigo “Construção de microscópios com materiais alternativos” de Camila Boszko

 
 Para o bom desenvolvimento e melhora significativa do desempenho dos alunos, a escola deveria estar equipada com instrumentos e laboratórios. Oportunizar a experimentação, facilita o ensino de Ciências, propiciando uma formação qualidade.
Mas, infelizmente, esta não é a realidade da maioria das escolas públicas. Para suprir essa deficiência, tem se buscado alternativas.
É de conhecimento geral, que os microscópios e outros equipamentos de aumento foram essenciais no desenvolvimento de diversas teorias científicas e atualmente continuam desempenhando
importante papel na construção do conhecimento, constituindo-se de ferramenta indispensável à atividade prática.
A partir dessa realidade de precariedade de equipamentos para trabalhar com aulas práticas, foi proposta a construção de um microscópio com materiais alternativos e de baixo custo.
O artigo em questão consiste em um relato de experiência da bolsista de pesquisa da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) acadêmica do Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas Camila Boszko, sobre uma oficina ofertada no projeto denominado "Salão das Ciências", no município de Cerro Largo(RS), fomentados pela CAPES.
Na ocasião o modelo de microscópio alternativo foi proposto com materiais reciclados. O modelo surge como alternativa ao microscópio óptico, capaz de contribuir para o ensino de Ciências e Biologia, mas não somente como intuito de suprir a falta de microscópios nas escolas, mas também por estimular o espírito crítico, criativo e inovador do aluno.
Primeiramente houve uma aula expositiva dialógica sobre a origem, história e contribuições do microscópio a Ciência e a sociedade.
Posteriormente organizados em duplas e trios os alunos inciaram a prática da oficina utilizando os seguintes materiais: caixa de papel, laser de baixo alcance, cola, tesoura, fita adesiva, seringa e uma garrafa com o material a ser observado. Os alunos puderam exercitar a criatividade, uma vez que não foi proposto um roteiro a ser seguido, para ter uma base os alunos observaram um microscópio óptico e refletiram de que forma a luz deveria perpassar a lente e gerar o aumento. Todos os grupos conseguiram realizar a atividade, construindo o seu próprio modelo.
O resultado desta oficina trouxe resultados muito positivos, pois priorizou  o papel ativo dos estudantes na construção do conhecimento, estimulando futuros pesquisadores.



29/07/2019 Resumo do artigo " Teste de chamas: o uso da experimentação em sala de aula" de Raquel Kunst.


A busca por aprimoramento da prática docente é uma constante, e quando se trata do ensino da Química, a experimentação é fundamental para o êxito do processo de ensino e aprendizagem.
O artigo em questão destaca o uso da experimentação em sala de aula,  bem como o papel dos bolsistas do Programa Institucional de Iniciação à Docência - PIBID Química, vinculados a Universidade Federal da Fronteira Sul - UFFS, inserindo nas escolas atividades prático-teóricas que visam aproximar a teoria da prática, facilitando a compreensão do conceitos químicos pelos alunos.
O planejamento das atividades levando em consideração os conhecimentos prévios dos estudantes,tornando a aprendizagem mais significativa, foi um diferencial deste trabalho.
A atividade teve como princípio básico relacionar os modelos atômicos aos fenômenos do cotidiano dos estudantes, pois estes encontram grande dificuldade para conseguir entender e relacionar este conteúdo com suas vivências diárias. 
O objetivo do trabalho “Teste de chamas” foi discutir com os alunos a questão de alguns metais, que quando expostos a determinada energia se movem de uma camada eletrônica para outra, e quando voltam liberam energia perceptível aos olhos por cores.
 Para realizar a prática foram utilizados compostos químicos que proporcionam diferentes colorações na combustão, sendo possível identificá-los pela cor da chama. Os materiais necessários para a elaboração da atividade foram: Placa de petri; Algodão; Álcool; Compostos químicos (Sulfato de cobre, raspas de Magnésio, Iodeto de Potássio e o Cloreto de Sódio); Isqueiro ou fósforo.
 A combustão foi feita na placa de petri com um algodão mergulhado no álcool para que ocorresse a produção das chamas.
Antes da realização da aula prática a professora já havia trabalhado em sala de aula o modelo atômico de Bohr, porém esses conceitos ficaram muito abstratos para os alunos, o que motivou a realização desse experimento "Teste das chamas" em uma turma da 1ªsérie do Ensino Médio com alunos entre 15 e 16 anos, que observaram entusiasmados o experimento.
Após a  aula prática, o experimento foi analisado pelos alunos relacionando os três níveis de conhecimento químico, pela demonstração visual, discussão teórica, leitura e escrita.
O êxito da aula prática pode ser constatado através dos resultados dos questionários respondidos pelos alunos, uma vez que conseguiram explicar com as próprias palavras o experimento, inclusive utilizando termos químicos, mencionaram fótons, descreveram a liberação de energia, enfim compreenderam melhor os conceitos químicos.
A inserção do PIBID na escola, teve diversas funções importantes:
oportuniza aos estudantes vivenciar práticas experimentais, qualifica a formação inicial dos licenciandos, possibilitando o contato com a prática docente e a reflexão sobre as ações desenvolvidas, e ainda democratiza o conhecimento científico, incentivando inclusive futuras pesquisas.

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

29/07/2019 Resumo do artigo “Prática intitulada “Amoeba” realizada no estágio II: contribuições para o ensino de química” Andressa de Brum Morais


 A importância das aulas práticas no ensino da ciência, enquanto grande área do conhecimento, compreendendo Biologia, Química e Física é incontestável. Tornar o conhecimento teórico mais acessível é uma necessidade constante no cotidiano dos professores. As aulas práticas potencializam a aprendizagem, facilitando a compreensão, ou seja, tornando conceitos químicos/científicos menos abstratos.
O artigo em questão relata o trabalho realizado na III Semana Acadêmica do Curso de Licenciatura em Química, na Universidade Federal da Fronteira Sul - Campus Cerro largo - RS. O trabalho foi apresentado em forma de oficina, pelos acadêmicos da 7ª fase do curso, em conjunto com os alunos da 3º série do Ensino Médio de uma escola do interior de São Paulo das Missões/ RS. O objetivo foi demonstrar uma das aulas práticas ministradas no Estágio curricular supervisionado II: projeto de ensino, com os acadêmicos do curso de Licenciatura em Química e os alunos.
O experimento escolhido foi intitulado "reação de produção da amoeba", que é um brinquedo industrializado com características elásticas, muito popular entre as crianças e adolescentes.
Por se tratar de um experimento simples, com materiais acessíveis, a prática pode ser realizada dentro da sala de aula, o que motivou a sua escolha.

A prática ocorreu no laboratório de química geral da universidade e os materiais utilizados para fazer o experimento foram: 100 mL de cola tenaz; 50 mL de bórax; Água destilada; Corantes; Béqueres; e Bastão de vidro. Para prepara a amoeba, dissolveu-se o bórax e o corante em água destilada, utilizou-se o bastão para mexer. Acrescentou-se à mistura na cola mexendo até desgrudar do béquer.
Para melhor compreensão da atividade prática, anteriormente os alunos tiveram explicações e conceitos de macromoléculas e polímeros através de slides, depois dúvidas foram sanadas.
A prática teve uma repercussão muito positiva tanto entre os acadêmicos, que puderam constatar a eficácia da aula prática para a aprendizagem, quanto para os alunos que realmente puder "tocar" em uma reação química, assimilando melhor os conceitos e participando ativamente da construção do conhecimento, uma vez que não o foco não se restringe em uma sequência de conteúdos, e sim relacionar o conhecimento com as vivências do cotidiano e aprender brincando.


29/07/19 Resumo do artigo "Revitalização do Ambiente Escolar: uma ação do PIBID" de Camila Richter


  O artigo "Revitalização do Ambiente Escolar: uma ação do PIBID", de autoria de Camila Richter, publicado no livro "Práticas educativas em ensino de ciências: relatos de experiência", discute um tema de central importância: as ações realizadas pelo Programa de Iniciação a Docência - PIBID no ambiente escolar, no sentido de revitalizar o espaço físico tornando-o mais atrativo e aconchegante para os estudantes.
 Trata-se de uma série de atividades realizadas pelos acadêmicos e professores da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) Campus Cerro Largo/RS vinculados ao PIBID, de forma interdisciplinar: Biologia, Física e Química. A prática de ensino foi desenvolvida para alunos do 6º ao 9 ano da Escola Estadual de Ensino Fundamental Sargento Silvio Delmar Hollenbach, no município de Cerro Largo/RS, conforme consta no artigo.
Segundo a autora a necessidade de sensibilizar os alunos para a preservação do espaço coletivo, e a qualidade de vida que um ambiente cuidado proporciona, justifica o desenvolvimento deste projeto.
As ações realizadas foram organizadas em etapas tanto teóricas quanto práticas. Inicialmente os estudantes tiveram aulas expositivas dialógicas conceituando lixo, resíduo, toxicidade no meio ambiente e reciclagem. Em um segundo momento foram confeccionados cartazes informativos relacionados com os temas tratados nas aulas conceituais.
Posteriormente foram realizadas as aulas práticas, os alunos organizaram um espaço para a compostagem e iniciaram  o plantio de legumes e verduras em uma pequena horta.
As melhorias realizadas no entorno da escola foram desde o plantio de árvores nativas e frutíferas até a criação de canteiros de flores aproveitando pneus descartados pela comunidade. Para completar o embelezamento do ambiente ainda foi realizada a lavagem dos muros e da quadra esportiva da escola. Os alunos participaram ativamente de todos esses momentos.
 O artigo em questão destaca essa interação dos alunos com as atividades propostas, pois esse envolvimento dos estudantes gera um sentimento de integração e cuidado do aluno com a escola.
Para finalizar os estudantes assistiram ao documentário "Ilha das flores" e apresentaram os cartazes confeccionados aos demais colegas.
Outro ponto interessante e positivo é que o projeto que foi realizado em 2015, teve continuidade demonstrando como ações simples podem repercutir e sensibilizar a comunidade escolar para a preservação do patrimônio público.