domingo, 15 de dezembro de 2019

14.12.2019 Resenha sobre a reportagem "Educação Sexual nas escolas é menor do que imaginamos"e Plano de aula "Sexualidade e respeito"

   A leitura desta reportagem foi muito pertinente, uma vez que a sexualidade, mudanças corporais que ocorrem na puberdade, doenças sexualmente transmissíveis e métodos contraceptivos, tradicionalmente são objeto de estudo nas aulas de Ciências, e nós como futuros professores precisamos estar bem preparados para lidar da melhor forma com  a repercussão que a abordagem desses temas podem gerar em sala de aula e na comunidade escolar.
  Conforme a reportagem, há mais de 30 anos a psicóloga e doutora em educação pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) Mary Neide Figueiró pesquisa e estuda o tema da educação sexual no Brasil. Segundo Figueiró menos de 20% das escolas públicas do país têm projetos amplos e contínuos de educação sexual voltados para crianças e adolescentes do Ensino Fundamental.
   Em geral as iniciativas são tomadas por parte dos professores individualmente. Outro ponto destacado na entrevista é o contexto histórico da educação sexual no Brasil, o assunto sexualidade humana nem sequer era abordado na década de 50, a partir de 1970 começou a ser citado o termo "sexo" no sentido anatômico menino\menina. Nos anos 1990 a questão do sexo relacionado à prevenção da Aids e da gravidez na adolescência. Já nos anos 2000 ampliaram- se  a abordagem de assuntos como para que serve o sexo, a diferença da prática sexual do ser humano em comparação aos outros animais, prazer, amor, afeto. 
 O assunto sexualidade divide opiniões, porém penso que a educação sexual é necessária na escola, e abordar o tema em sala de aula não é incentivar a prática do ato sexual, muito pelo contrário é alertar sobre a responsabilidade que envolve, iniciar a vida sexual. A especialista acrescenta que a educação sexual desempenha papel determinante na prevenção da gravidez na adolescência, no combate ao abuso sexual, machismo, sexismo, violência e preconceitos, além de ajudar no desenvolvimento da afetividade. Outra função da escola e dos professores é ser uma "fonte segura de informação", uma vez que os alunos irão procurar informações na rua, com amigos, na internet e nem sempre serão instruídos corretamente. 
Em relação a sugestão de Plano de aula sobre Sexualidade e respeito proposto pela Revista Nova Escola, destaco a importância do objetivo de aprendizagem:
"Discutir a importância do respeito às diversidades da sexualidade."
Penso que este deve ser sempre o foco das aulas quando falamos em diversidade: respeito!
Particularmente, não aplicaria este plano de aula, precisaria adapta-lo, principalmente no que se refere aos banheiros unissex, citados no plano de aula e implantados na USP, aprendemos que a análise da realidade escolar é fundamental para adequar a nossa prática, e nesse sentido na nossa região Campos de Cima da Serra
ainda temos fortes questões culturais enraizadas, que dificultariam a aplicação deste plano de aula, daí a necessidade de adaptá-lo. A nossa sociedade ainda precisa evoluir muito, no sentido do respeito mútuo para que possamos compartilhar ambientes públicos com segurança.











Referências:
Reportagem: "Educação sexual nas escolas é menor do que imaginamos" por Fabiana Maranhão.
Disponível em:
<https://novaescola.org.br/conteudo/15749/educacao-sexual-nas-escolas-e-menor-do-que-imaginamos> Acesso em: 13. Dez. 2019.
Plano de aula: "Sexualidade e Respeito" por Gracieli Dall Ostro Persich.
Disponível em:
<https://novaescola.org.br/plano-de-aula/1873/sexualidade-e-respeito>. Acesso em: 13. Dez. 2019.


sábado, 7 de dezembro de 2019

07.12.2019 Relatório da Sequência didática de Despedida

O PIBID é um programa que tem por objetivo aproximar o estudante de licenciatura da realidade educacional e da prática docente. No presente relato, fica evidente que este objetivo foi alcançado. Acompanhar a turma do 9ºano da Escola Dom Henrique Gelain durante todo este ano, foi um grande privilégio, com certeza o meu aprendizado foi imenso e reforçou a minha convicção da escolha pela docência. Mas como todo o ciclo precisa de um fechamento, a sequência didática de despedida foi toda pensada  para concluir as atividades com o sentimento de gratidão e dever cumprido. No dia 26.11.2019, iniciei a aplicação do plano de aula de despedida com a Dinâmica da Teia, nesta atividade com a turma disposta em círculo e com um rolo de barbante na mão, iniciei a dinâmica descrevendo os meus momentos marcantes vividos com a tuma do 9º, em seguida joguei o rolo de barbante para que um aluno também pudesse compartilhar com a turma a sua memória, sugestão ou crítica sobre as aulas da Prof Gisele. Para minha surpresa e alegria, todos os alunos relataram momentos marcantes e salientaram que aulas dinâmicas e diferentes do modelo tradicional agradou a todos. Realmente formamos uma teia simbólica que ilustra como nos ligamos e afeiçoamos uns aos outros


 Na aula do dia 27.11.2019, ministrei 2 períodos de aula, dando continuidade a sequência didática de despedida, e para começar foi proposto aos alunos que escrevessem 10 metas ou sonhos para o futuro, salientando a importância de se planejar, pensar no futuro e não parar de estudar, porque para os alunos do 9º ano  além do fim do ano letivo é também a conclusão do Ensino Fundamental e despedida da escola.


 
Em seguida cada aluno falou em voz alta uma das suas metas com o grande grupo, fixando sua folha no painel da turma do 9º ano.






Depois que montamos o mural foi o momento de realizarmos a “Dinâmica do Espelho”, dentro de uma caixa  de presente havia um espelho, para realizar esta prática, expliquei para os alunos que ali dentro havia o retrato de uma pessoa muito especial para a turma e que eles deveriam citar alguma qualidade dessa pessoa, sem revelar a sua identidade. Foi muito emocionante para todos e surpreendente as mais diversas reações ao se depararem com a própria imagem refletida. Esta dinâmica e proporcionou para cada aluno a oportunidade de expor sentimentos, e perceber como cada um é importante para o grupo.


 


Depois de tantas emoções, ainda recebi uma linda surpresa organizada pelo colega Professor Andrigo com o auxílio dos alunos fizeram um cartaz com fotos, assinado por todos com mensagens de carinho. Estes momentos ficarão marcados para sempre na minha memória! Gratidão!


sábado, 16 de novembro de 2019

16.11.2019 Relatório da sequência didática aplicada sobre conteúdo curricular Aceleração


Fazer parte do PIBID, significa encarar novos desafios! Desta vez, nos foi proposto elaborar um plano de aula sobre um conteúdo curricular, no meu caso que ministro aulas para a turma do 9º ano, o assunto foi Aceleração. Foi meu primeiro plano de aula de Física, até então só havia realizado aulas relacionadas a Química e ao Meio Ambiente e para abordar o tema Aceleração achei necessário fazer um contexto histórico, contando aos alunos um pouco da biografia de Isaac Newton  e a importância das 3 Leis de Newton que constituem a base primária para compreensão dos comportamentos estático e dinâmico dos corpos materiais, em escalas quer celeste quer terrestre. A primeira aula foi aplicada no dia 05.11.2019, em 1 período com 45 minutos, nesta oportunidade os alunos foram dispostos em grupos e no momento de mobilização para o conhecimento mostrei imagens de pessoas e objetos em movimento, como um carro de fórmula 1, um pé no acelerador, questionando aos alunos a que se referiam aquelas imagens, as respostas se dividiram entre velocidade e aceleração, em seguida anunciei o novo conteúdo: Aceleração. Neste momento relatei pontos importantes da biografia de Newton, com enfoque na 2ª Lei, o Princípio Fundamental da Dinâmica, conceituando inicialmente a aceleração como a força resultante sobre um corpo com uma determinada massa, com o auxílio dos alunos montamos um cartaz com as imagens de “aceleração”. Como este foi o último período os alunos estavam bastante agitados, achei interessante mostrar alguns exemplos e conceituar no quadro de giz  vetores, força, massa e aceleração e força como grandezas vetoriais que possuem direçã0
No dia seguinte 06.11.2019, dei continuidade ao tema, ministrando 2 períodos de aula com 45 minutos cada um, esta aula foi bastante teórica, de forma expositiva dialogada, com utilização do quadro de giz e alunos dispostos em fila. Detalhamos a 2ª Lei , os alunos responderam a 3 exercícios aplicando a fórmula, corrigimos em seguida. Conceituamos a Aceleração, todos fizeram registros nos cadernos e para exemplificar utilizei um carrinho feito de garrafa pet e vetores de EVA. Ao final da aula ainda reforcei o convite para os alunos se inscreverem no processo seletivo do Instituto Federal.
Realmente senti muita diferença em dar aula de um conteúdo curricular, principalmente se tratando de Física. Penso que 3 períodos é pouco tempo, teoricamente fiquei satisfeita, mas gostaria de ter tempo de resolver mais exercícios ou realizar alguma dinâmica. Senti dificuldade de realizar metodologias ativas, principalmente na segunda aula.



 




sexta-feira, 25 de outubro de 2019

25.10.2019 Resenha sobre a reportagem "Escola e família reforçam desigualdades de gênero, apontam pesquisas"

 
Segundo estudos atitudes de pais e professores afetam expectativas, autoestima e desempenho educacional das meninas.
A leitura desta reportagem bem como a reunião/discussão que tivemos entre bolsistas do PIBID sobre o assunto Desigualdades de Gênero, foi muito pertinente e necessária ao momento atual onde o debate é amplo em toda a sociedade em relação as diferenças na forma de tratar meninos e meninas.
Refletimos sobre o papel da Escola e dos professores como referencial para os estudantes, e o risco de tornar-se também uma fonte de esteriótipos.
A reportagem apresenta dados que comprovam a relação entre o desempenho menor das meninas vindas de famílias onde há a preferência pelo filho homem, principalmente em Matemática e Ciências, disciplina historicamente vistas como "masculinas". 
O mesmo não ocorre com os meninos e conforme a reportagem "isso sugere que as meninas são mais suscetíveis a atitudes potencialmente prejudiciais".
As questões apresentadas nessa reportagem nos alertam principalmente para a nossa responsabilidade com futuros professores em mudar esse comportamento tão enraizado na nossa cultura e tão prejudicial as meninas.
Quanto a proposta de plano de aula, considero bem "aplicavél", pois nos fornece subsídios para abordar a questão da desigualdade de gêneros de forma lúdica e consciente. A abordagem dessa questão em sala de aula pode ser uma ferramenta importantíssima para encorajar as meninas e meninos a buscar novos conhecimentos e vivências, independente do gênero a que pertençam.



Referências:
Reportagem "Escola e família reforçam desigualdades de gênero, apontam pesquisas". Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/18143/pesquisas-mostram-como-escola-e-familia-reforcam-desigualdades-de-genero Acesso:25 Out 2019.
Plano de aula “Igualdade entre os gêneros”. Disponível em: https://novaescola.org.br/plano-de-aula/2094/igualdade-entre-os-generos Acesso em 25 Out 2019.