Conforme a reportagem, há mais de 30 anos a psicóloga e doutora em educação pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) Mary Neide Figueiró pesquisa e estuda o tema da educação sexual no Brasil. Segundo Figueiró menos de 20% das escolas públicas do país têm projetos amplos e contínuos de educação sexual voltados para crianças e adolescentes do Ensino Fundamental.
Em geral as iniciativas são tomadas por parte dos professores individualmente. Outro ponto destacado na entrevista é o contexto histórico da educação sexual no Brasil, o assunto sexualidade humana nem sequer era abordado na década de 50, a partir de 1970 começou a ser citado o termo "sexo" no sentido anatômico menino\menina. Nos anos 1990 a questão do sexo relacionado à prevenção da Aids e da gravidez na adolescência. Já nos anos 2000 ampliaram- se a abordagem de assuntos como para que serve o sexo, a diferença da prática sexual do ser humano em comparação aos outros animais, prazer, amor, afeto.
O assunto sexualidade divide opiniões, porém penso que a educação sexual é necessária na escola, e abordar o tema em sala de aula não é incentivar a prática do ato sexual, muito pelo contrário é alertar sobre a responsabilidade que envolve, iniciar a vida sexual. A especialista acrescenta que a educação sexual desempenha papel determinante na prevenção da gravidez na adolescência, no combate ao abuso sexual, machismo, sexismo, violência e preconceitos, além de ajudar no desenvolvimento da afetividade. Outra função da escola e dos professores é ser uma "fonte segura de informação", uma vez que os alunos irão procurar informações na rua, com amigos, na internet e nem sempre serão instruídos corretamente.
Em relação a sugestão de Plano de aula sobre Sexualidade e respeito proposto pela Revista Nova Escola, destaco a importância do objetivo de aprendizagem:
"Discutir a importância do respeito às diversidades da sexualidade."
Penso que este deve ser sempre o foco das aulas quando falamos em diversidade: respeito!
Particularmente, não aplicaria este plano de aula, precisaria adapta-lo, principalmente no que se refere aos banheiros unissex, citados no plano de aula e implantados na USP, aprendemos que a análise da realidade escolar é fundamental para adequar a nossa prática, e nesse sentido na nossa região Campos de Cima da Serra
ainda temos fortes questões culturais enraizadas, que dificultariam a aplicação deste plano de aula, daí a necessidade de adaptá-lo. A nossa sociedade ainda precisa evoluir muito, no sentido do respeito mútuo para que possamos compartilhar ambientes públicos com segurança.
Referências:
Reportagem: "Educação sexual nas escolas é menor do que imaginamos" por Fabiana Maranhão.
Disponível em:
<https://novaescola.org.br/conteudo/15749/educacao-sexual-nas-escolas-e-menor-do-que-imaginamos> Acesso em: 13. Dez. 2019.
Plano de aula: "Sexualidade e Respeito" por Gracieli Dall Ostro Persich.
Disponível em:
<https://novaescola.org.br/plano-de-aula/1873/sexualidade-e-respeito>. Acesso em: 13. Dez. 2019.
Plano de aula: "Sexualidade e Respeito" por Gracieli Dall Ostro Persich.
Disponível em:
<https://novaescola.org.br/plano-de-aula/1873/sexualidade-e-respeito>. Acesso em: 13. Dez. 2019.
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